Habilidades em PNL

PNL é a sigla utilizada para "Programação Neuro Linguística", um modelo que estuda a Excelência Humana, construído e desenvolvido por John Grinder (Psicólogo e Linguista) e Richard Bandler (Matemático e Analista de Sistemas), no início dos anos 70, na Califórnia. 

A International Trainers Academy (2013) define “Programação" como a capacidade de identificarmos e utilizarmos os programas neurológicos que corremos internamente, para alcançarmos objetivos. "Neuro" como o nosso sistema nervoso, que junto com os cinco sentidos, permite-nos processar as experiências que vivenciamos de determinada forma. A “Linguística" é o nosso sistema de linguagem (verbal, não verbal e para verbal), que faz com que codifiquemos, organizemos e representemos internamente, aquilo que: vemos, ouvimos, sentimos, comemos, cheiramos e também a forma que discursamos internamente. 

O estudo inicial de Grinder e Bandler, baseou-se em identificar os padrões de pensamento e comunicação (verbal, para verbal e não verbal), de pessoas como: Fritz Perls (Terapeuta Gestatlt), Milton Erickson (Hipnoterapeuta) e Virgínia Satir (Psicoterapeuta familiar), 3 génios das décadas de 60 e 70, que alcançavam resultados extraordinários.

Do estudo experimental supramencionado, construíram os pressupostos verdadeiramente operacionais do modelo: (1) O significado da comunicação é o resultado que se obtém dela; (2) O mapa é diferente do território; (3) O fracasso é inexistente, existe apenas feedback; (4) As pessoas têm todos os recursos que necessitam para alcançar os objetivos que pretendem; (5) A pessoa é mais que o seu comportamento; (6) A importância de respeitar o mapa-mundo do outro; (7) Todos os comportamentos e mudanças devem ser avaliados em função do contexto e da ecologia; (8) Resistência é falta de rapport; (9) As pessoas fazem o melhor que sabem e podem com os recursos que têm disponíveis a cada momento; (10) Todos os procedimentos devem ser desenhados para aumentar as escolhas; (11) A parte mais flexível tende a dominar o sistema; (12) Todas as ações devem ser alinhadas para aumentar a congruência e (13) Somos responsáveis pela nossa mente e logo pelos nossos resultados.

Como utilizar a PNL e para quê?  Com recurso às ferramentas do modelo, tais como: (1) a cadeia de excelência (para saber-se como aceder a um estado de alta performance e a ele recorrer-se quando necessário); (2) os padrões linguísticos e oculares (para identificar a linguagem utilizada pelo recetor e adequar o discurso para um ou para vários, certificando-se que a receção da mensagem é efetiva); (3) os pressupostos da PNL verdadeiramente operacionais (para trazer flexibilidade aos pensamentos e comportamentos, conforme já referido supra); (4) criação de rapport (para gerar uma forte sensação de empatia com o outro, independentemente dos  sentimentos que se nutra); (5) Ancoragem (para aceder a determinados estados via criação de gatilhos) e ressalta-se a (6) ecologia (utilizar as imensas ferramentas que o modelo preconiza, de forma ética, servindo positivamente a quem o utiliza e à envolvente).

Como limitações da PNL, entende-se o facto de ignorar o passado, por ser inalterável, o que é um facto. Contudo, nós somos o resultado do passado, ele faz parte de nós. Escondê-lo, reprimi-lo ou esquecê-lo, faz com que nos sintamos incompletos porque somos um continuum entre o que fomos, o que somos e o que podemos vir a tornar-nos, como referem autores da Psicologia Pós-Clássica, como: Berne, Hellinger, Jung e Moreno).

Isabela Oliveira


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