Modelos científicos para aferir a vocação

No que concerne às ações vocacionais, existem cinco modelos científicos, que devem ser analisados tendo em conta o período em que foram criados.

(1) O Modelo de Ajustamento tanto de Holland (1997), como de Dawis (2005), faz corresponder as características dos indivíduos às do trabalho. As tomadas de decisão profissionais, eram baseadas na avaliação de outrém, mostrando-se um modelo passivo e subjetivo quanto à interpretação;

(2) Os Modelos Desenvolvimentistas analisam o indivíduo em contextos mutáveis e em transições ao longo da vida (Super & Knasel, 1981). Promovem uma escolha vocacional ativa, atentando a como o indivíduo se comporta em diferentes papéis e contextos (Super, 1990) e os significados que lhe atribui, permitindo assim que se conheça;

(3) Modelos de Construção da Carreira. Mais que um processo de desenvolvimento, é um processo de construção de carreira (Savickas, 2002, 2005). Identificam padrões na história individual, nos contextos e papéis do indivíduo e aponta-se para o futuro, reinterpretando os significados e representações da realidade. Guichard (2005) atribui ao indivíduo a responsabilidade de se construir a si mesmo ao longo do seu percurso, sendo o protagonista da sua história;

(4) Os Modelos Contextualistas intervêm analisando: os relacionamentos interpessoais do indivíduo e os papéis desempenhados em diferentes contextos, averiguando-se o que podem fazer para se adaptarem (Guichard & Huteau, 2001);

(5) Os Modelos de Aprendizagem Social analisam a influência dos ambientes, nos pensamentos, sentimentos e consequentemente nos comportamentos da pessoa (Bandura, 1977).  

Isabela Oliveira


Partilhar: