O que distingue as pessoas são as competências que mostram

2021-08-18

Qualquer um de nós, nascido noutra família, com oportunidades distintas das que tivemos, ao chegar a qualquer contexto, inclusive o educativo, que recebe toda a população desde há uns anos, mostraria competências completamente diferentes, nomeadamente na forma de apresentar-se, de estar e de relacionar-se consigo mesmo e com os demais.


Pelo supra, nesta era- digital, global e imprevisível, era suposto já estar a cumprir-se com as diretivas da OCDE, que têm vindo a ser aprimoradas desde 1997, via Projeto DeSeCo. Ou seja, os alunos que frequentam 12 anos de escolaridade, deveriam mostrar indubitavelmente a integração de competências intra e interpessoais, visualizando-se assim um perfil homogéneo nessas habilidades, até à saída da escolaridade obrigatória.


Ao treinar-se desde a pré, competências de carreira básicas, adaptadas a cada nível de ensino, como por exemplo: boa educação; gestão emocional; respeito pelos outros, inclusive pelos seus espaços físicos e virtuais; comunicação intencional e eficaz; identificação das causas por detrás dos conflitos/ansiedades, respondendo-se a necessidades por atender; autorregulação das aprendizagens; construção e desenvolvimento de um auto-conceito positivo e de relações cooperantes/harmoniosas) só pode correr muito bem.


Contudo, primeiro há que formar-se os agentes escolares/universitários nas diferentes competências de carreira, no triplo saber (teórico, prático e transversal), acabando-se assim com um perfil de adultos, completamente heterogéneo, porque tal como os alunos/estudantes, chegam ao sistema escolar/universitário oriundos de distintos contextos e mostram-se profundamente diferentes no saber apresentar-se, saber estar e saber lidar consigo mesmos e com os outros (pares, superiores e inferiores hierárquicos, parceiros, alunos/estudantes, famílias, Encarregados de Educação e demais cidadãos). 

Isabela Oliveira


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