Toxidade no casal

2015-04-04

Já presenciou a relação de duas “almas depenadas”? Como se mostram? Será que não dão por isso?

Este tipo de relação é ilusória e doentia.  Há um desencontro de olhares já para não falar de almas. Suspiros descontentes de quem não ama e não é amado. Empobrece e amarga qualquer um. Limita e cria neuroses impercetíveis.

Acontece entre pessoas imaturas, complexadas e com carências emocionais. Cada parte com o seu drama interior. Arrasta-se entediada de dia para dia. Como se não dependesse de si acabar esse sofrimento.

Mantém-se por qualquer interesse ou conveniência, seja psicológica, social ou financeira. Cada parte, sente-se perdidamente sozinha. Sem suportar a pessoa que olha no  espelho.

O término desta relação é condenada ao fracasso. A julgar o outro por tudo o que sente e pela realidade em que vive, completamente insuportável e deplorável. Encontra-se aqui o típico "coitadinho de mim"!

Ou as pessoas se apercebem conscientemente e corrigem os seus comportamentos mórbidos o mais cedo que possam/consigam. Aproveitam a oportunidade de aprender em espelho, com as sombras negras que apareçam, sendo que no meio de algo detestável no outro, existe um tesouro escondido, uma característica que Jung chama de numinosa, para ativarmos em nosso benefício.  Em casal colocamos à vista a verdade que muitas vezes reprimimos. O outro espelha exteriormente o nosso interior.

Ou então, pagarão um preço demasiado elevado por continuarem juntos e à deriva num enorme desequilíbrio e mau estar. Deixam-se estar, porque ali já sabem com o que contam, sem saberem se o desconhecido é melhor. E nunca vão saber. Quando derem por ela a vida terrestre passou...e chegam os arrependimentos sobre o que gostariam de ter feito, mas já é tarde, a oportunidade passou. Talvez noutra reencarnação encontrem a coragem dentro de si.

A relação de casal é a maior experiência de desenvolvimento pessoal que conheço. Aprendemos imenso sobre nós próprios.

E o caro leitor, que tipo de relação tem? Tome consciência para seu autoconhecimento.  Audite a sua psique consciente. Analise e sinta como está na relação, como esteve e como quer estar. Veja as diferenças e coloque-se em causa.

 

Isabela Eunice


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