Modelo mental do Coaching Clássico

2018-01-02

O termo “Coach” remonta ao treinador desportivo, que atuava num nível bastante prático e comportamental, conduzindo os atletas na obtenção de melhores resultados, num curto espaço de tempo.

O Coaching é assim, um processo de acompanhamento, por parte de um profissional especializado (Coach), a pessoas (Coachees) que procuram evoluir de um estado A (estado atual/presente) para um estado B (estado futuro/ desejado), ao nível dos seus pensamentos, sentimentos, comportamentos e resultados. Parte do pressuposto operacional da PNL, que as pessoas têm dentro de si, todos os recursos e respostas que necessitam para alcançar resultados efetivos. O Coaching projeta uma relação de empowerment. O Coach diz: “tu queres, tu consegues”. Trata-se de uma abordagem “one size fits all”.

O Processo de Coaching assemelha-se ao mindset subjacente à liderança carismática. Um verdadeiro líder mostra carisma, conduz, reconhece-se ser um Master Coach, que se admira, porque promove o treino de competências mentais e comportamentais, junto da sua equipa, sem julgamento. Foca-se em soluções ao invés de declarar problemas.  Acede à informação de forma lógica e atua específicamente, com a visão do todo sempre presente. Analisa cada situação, deteta o que está a impedir que se alcancem os resultados almejados e apresenta soluções, promove diferentes estratégias/procedimentos, monitorizando todo o processo, até que os objetivos sejam atingidos, no periodo previsto.

O Coaching clássico tem a limitação de ignorar o passado, em consonância com a PNL, impedindo que o ser humano vá além do seu desenvolvimento visível/superficial (Persona e Ego), ficando aquém de todo o seu potencial psicológico. Tipicamente, após ter atingido os objetivos delineados no início do acompanhamento clássico, o(a) Coachee, está satisfeito(a) com os resultados, contudo ao fim de um tempo, sente que ainda lhe falta algo, percebe-se pela análise profunda da mente, que as intenções eram do Ego e da Persona (micro camadas psiquicas), que nada tinham que ver com o Self (a macro camada psíquica, que quer ser vista e reconhecido na sua totalidade e finalmente sentir-se plena, com aquele brilho autêntico, que se reconhece e admira).

Isabela Oliveira


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